Flora Erudita
Nada foi escrito no branco mundo
No verso sumo da bela dama
Es que está sonhando profundo
No refugio de tua nobre cama
Vanguardeia teu corpo desnudo
Na boca sedenta de quem a ama
Pois no culto a tal simetria
Que hei florar nossa nua poesia.
“Do fim ao recomeço...”
Lucas de Freitas
Em AB, AB, AB e CC.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Observação.
Pessoas são marionetes dotadas de cerebro... Basta aprender mecher com as cordas certas, que elas fazem o que você quer.
sábado, 4 de outubro de 2008
Micro versos romantizados (poetica)
Eu vivo em um poema
E sempre surge um verso ou outro que me inspira a escrever uma estrofe
E talvez assim formar algumas boas métricas
Talvez um dia consiga escrever um livro com essas poesias.
E sempre surge um verso ou outro que me inspira a escrever uma estrofe
E talvez assim formar algumas boas métricas
Talvez um dia consiga escrever um livro com essas poesias.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Gotas (Poesia)
Gotas
Simples prazeres da água cadente
Entrego-me de corpo e alma
Esperei tanto tempo os rios
Esperei tanto tempo as águas
Foi ai que chorou e molhou
Chão seco de minha cabeça
Fertilizando os opacos versos
Brotando sementes e ventos
Veio o choro pluvial dos olhos
Em versos férteis de sentimento
E assim brotou, pois...
Donde era morte se fez vida
É nesses campos de meu feudo...
A nova ida.
Lucas de Freitas
Simples prazeres da água cadente
Entrego-me de corpo e alma
Esperei tanto tempo os rios
Esperei tanto tempo as águas
Foi ai que chorou e molhou
Chão seco de minha cabeça
Fertilizando os opacos versos
Brotando sementes e ventos
Veio o choro pluvial dos olhos
Em versos férteis de sentimento
E assim brotou, pois...
Donde era morte se fez vida
É nesses campos de meu feudo...
A nova ida.
Lucas de Freitas
domingo, 28 de setembro de 2008
Bizarro (carta)
Cara amiga,
É verdade
Como te descrever?
Se não há palavras, como posso te rascunhar meu bem?
Fragmento todas as minhas vozes para falar com você e se não a nada de concreto como posso vus desenhar por completa? E assim, ter uma recordação meramente imaginaria de minha ilusão. Talvez seja exagero meu, e provavelmente seja, mais de fato vejo algo em você meu bem. Posso te chamar assim?
Pois bem, ele (aquele que tanto beijas) escreve tantos versos, diz tantas palavras, troca tantos poemas e faz tantas coisas para ti que me sinto impotente e simplesmente desmotivado em te dizer ti quero. Então eu espero, eu fumo, bebo, desapareço na misantropia. Minha magoa é que toda essa penitencia seja inútil, afinal essas paixões normalmente acabam decepcionando, certo?
No fim das contas eu te quero, mas não ti amo, pelo menos não tenho esta certeza, e continuo sofrendo por essa rasura mal traçada e tentando rascunhar o perfil turvo que é essa sua face em minha vidinha pacata.
Lucas Freitas
É verdade
Como te descrever?
Se não há palavras, como posso te rascunhar meu bem?
Fragmento todas as minhas vozes para falar com você e se não a nada de concreto como posso vus desenhar por completa? E assim, ter uma recordação meramente imaginaria de minha ilusão. Talvez seja exagero meu, e provavelmente seja, mais de fato vejo algo em você meu bem. Posso te chamar assim?
Pois bem, ele (aquele que tanto beijas) escreve tantos versos, diz tantas palavras, troca tantos poemas e faz tantas coisas para ti que me sinto impotente e simplesmente desmotivado em te dizer ti quero. Então eu espero, eu fumo, bebo, desapareço na misantropia. Minha magoa é que toda essa penitencia seja inútil, afinal essas paixões normalmente acabam decepcionando, certo?
No fim das contas eu te quero, mas não ti amo, pelo menos não tenho esta certeza, e continuo sofrendo por essa rasura mal traçada e tentando rascunhar o perfil turvo que é essa sua face em minha vidinha pacata.
Lucas Freitas
sábado, 20 de setembro de 2008
Bobo da Corte (poema)
Bobo da corte
Eis a facécia em unção
Es bobo idôneo
E chora por pão
Vomitem no palhaço
Arremetam o coitado
Ele é pago...
Ha!
Lucas Freitas
Eis a facécia em unção
Es bobo idôneo
E chora por pão
Vomitem no palhaço
Arremetam o coitado
Ele é pago...
Ha!
Lucas Freitas
Vingança (poesia)
Vingança
Faca em vosso peito me alegra
Sabe agora como me senti
Faça do vosso jeito tua morte
Que eu faço do meu a minha vida
Saiba que teu choro me faz bem
Sei agora como se sentiu
Acabo-me em gargalhadas em ver-te
No final dos versos me vejo a rir
Trajada estava
Não esta mais.
Agora é moribundo em teu mundo
E espero que tal miséria se prolongue
Talvez aprenda do que sou capaz.
Lucas De Freitas
Faca em vosso peito me alegra
Sabe agora como me senti
Faça do vosso jeito tua morte
Que eu faço do meu a minha vida
Saiba que teu choro me faz bem
Sei agora como se sentiu
Acabo-me em gargalhadas em ver-te
No final dos versos me vejo a rir
Trajada estava
Não esta mais.
Agora é moribundo em teu mundo
E espero que tal miséria se prolongue
Talvez aprenda do que sou capaz.
Lucas De Freitas
Quarto.(carta)
Caríssimo Amigo,
Encontrava-me jogado aos cantos do meu quarto, sobre a minha cama. Ao meu lado um pequeno som de cor preta tocando as bossas e os sambas que me deixavam acordado nesse domingo vespertino, tedioso.
Vulgar essa palavra chamada tédio, prefiro chama-la de hora do ócio ou hora pensante. É a hora que viajo nas trovas que cantam em minha cabeça mal formada e imatura. Dezesseis anos perdidos em cantos.
Parei de sonhar um pouco com o teto branco que se encontrava sobre mim e comecei a prestar atenção nas notas que vazavam do meu sonzinho preto, Nele tocava toquinho que tocava a Bachianinha No. 1 de Villalobos que estranhamente me cutucava a imaginação e me fazia ver trechos de “micro-filmes”.
Virei à cabeça para o lado já em estado nostálgico e olhei para meu violão, pensei “Por que não componho algo assim?”. Desviei o olhar do estrumento e me vi entediado novamente.
Essa palavra tédio. Adoro-o mesmo sendo algo perigoso de se apreciar. Levantei-me e me sentei na cadeira e me encontrei pensando de novo, sobre o que não me lembro. Só me recordo que após 20 minutos acordei, e voltei aos para meus sonhos novamente.
Felicidades...
Lucas de Freitas
Encontrava-me jogado aos cantos do meu quarto, sobre a minha cama. Ao meu lado um pequeno som de cor preta tocando as bossas e os sambas que me deixavam acordado nesse domingo vespertino, tedioso.
Vulgar essa palavra chamada tédio, prefiro chama-la de hora do ócio ou hora pensante. É a hora que viajo nas trovas que cantam em minha cabeça mal formada e imatura. Dezesseis anos perdidos em cantos.
Parei de sonhar um pouco com o teto branco que se encontrava sobre mim e comecei a prestar atenção nas notas que vazavam do meu sonzinho preto, Nele tocava toquinho que tocava a Bachianinha No. 1 de Villalobos que estranhamente me cutucava a imaginação e me fazia ver trechos de “micro-filmes”.
Virei à cabeça para o lado já em estado nostálgico e olhei para meu violão, pensei “Por que não componho algo assim?”. Desviei o olhar do estrumento e me vi entediado novamente.
Essa palavra tédio. Adoro-o mesmo sendo algo perigoso de se apreciar. Levantei-me e me sentei na cadeira e me encontrei pensando de novo, sobre o que não me lembro. Só me recordo que após 20 minutos acordei, e voltei aos para meus sonhos novamente.
Felicidades...
Lucas de Freitas
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