sábado, 20 de setembro de 2008

Quarto.(carta)

Caríssimo Amigo,

Encontrava-me jogado aos cantos do meu quarto, sobre a minha cama. Ao meu lado um pequeno som de cor preta tocando as bossas e os sambas que me deixavam acordado nesse domingo vespertino, tedioso.
Vulgar essa palavra chamada tédio, prefiro chama-la de hora do ócio ou hora pensante. É a hora que viajo nas trovas que cantam em minha cabeça mal formada e imatura. Dezesseis anos perdidos em cantos.
Parei de sonhar um pouco com o teto branco que se encontrava sobre mim e comecei a prestar atenção nas notas que vazavam do meu sonzinho preto, Nele tocava toquinho que tocava a Bachianinha No. 1 de Villalobos que estranhamente me cutucava a imaginação e me fazia ver trechos de “micro-filmes”.
Virei à cabeça para o lado já em estado nostálgico e olhei para meu violão, pensei “Por que não componho algo assim?”. Desviei o olhar do estrumento e me vi entediado novamente.
Essa palavra tédio. Adoro-o mesmo sendo algo perigoso de se apreciar. Levantei-me e me sentei na cadeira e me encontrei pensando de novo, sobre o que não me lembro. Só me recordo que após 20 minutos acordei, e voltei aos para meus sonhos novamente.


Felicidades...

Lucas de Freitas

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